24 março 2017

5 MOTIVOS PARA ASSISTIR: AMERICAN CRIME STORY: THE PEOPLE V. O.J. SIMPSON


Você já viu a primeira temporada de American Crime Story? A série segue a ideia de American Horror Story e vem em formato de antologia para recontar crimes que entraram para a história. Exibida pelo FX e desenvolvida por Scott Alexander e Larry Karaszewski, produtores-executivos junto de Ryan MurphyNina JacobsonBrad Simpson e Brad Falchuk 

Listamos 5 motivos para você chegar a um veredicto se vale à pena ou não dar uma chance à série!

Quais são eles?

1. Sim, é uma história real!

A série reconta um caso real de repercussão mundial. O. J. Simpson, respeitado jogador de futebol americano, estrelando filmes em Hollywood, acusado do assassinato de sua ex-esposa.


Apenas o fato de ser figura pública já seria motivo suficiente para atrair a atenção. Mas falamos aqui de um homem negro respeitado acusado por um crime em um momento onde Los Angeles passava por uma crise que envolvia a polícia e sua postura racista.

Logo, as proporções tomadas pelo julgamento foram enormes. Se você é capaz de lembrar do ano de 1994, certamente se recordará de ouvir falar a respeito. O interesse da imprensa beirou o absurdo, chegando a estar praticamente em todos os canais e ser transmitido ao vivo. Não à toa foi chamado de "Julgamento do Século".

2. Sim, merece ser contada.

Com o julgamento se tornando um show à parte, não é difícil imaginar que os bastidores renderiam muito a ser contado. E acredite, os acontecimentos são dignos de um filme com um roteiro muito bem pensando para te deixar reflexivo ao ver seu desfecho.


A série nos brinda com cada detalhe, explicita cada motivação por trás das atitudes de todos os envolvidos tanto na acusação como na defesa e consegue, ao fim de tudo, te deixar com uma pulga atrás da orelha seja qual for sua opinião quanto à inocência de O.J.

3. A justiça manipulável

E tudo o que falamos acima mostra o quanto o sistema de justiça é falho. 

Do lado da acusação, se pensa quanto à manipulação de provas para incriminar um inocente, o que jamais teremos certeza se aconteceu no caso de O.J., mas que fica nítido já ter acontecido com outros negros por parte de policiais.

Do lado da defesa, o possível oportunismo em seus argumentos ao se valer da questão racial e na manipulação dos fatos. 

E para além disso, ambos os lados usando de todas as armas, desde a imprensa à manipulação na composição dos jurados, o que vemos é como não é difícil se valer da esperteza para influenciar o sistema jurídico.

Um prato cheio aos fãs de Direito!

4. A atualidade da trama

A série ganha fôlego ao explorar o quanto o racismo ganhou protagonismo no julgamento e reflete um assunto que volta e meia vem à tona nos noticiários (e não apenas nos EUA, vale lembrar). 

Mas não é o retrato da opressão vivida pelos negros o foco aqui, mas sim o impacto que falar do assunto causa à sociedade, de modo a roubar a atenção do que realmente importava: as vítimas.

E o sexismo tem espaço na trama também. A dura batalha da promotora Marcia Clark é um destaque à parte e por isso merece um tópico.

5. A promotora Marcia Clark

Interpretada brilhantemente pela talentosíssima Sarah Paulson, a personagem reflete o quanto a sociedade é dura com a mulher.


Enquanto tentava manter o foco em provar o possível crime cometido pelo réu, Marcia se via no centro das atenções da mídia, sendo julgada pela suas atitudes e aparência, enquanto precisava provar a cada momento seu valor.

E para "fechar o caso":

American Crime History foi uma grata surpresa ao recontar uma história real alcançando um nível mais profundo em cada elemento da trama, fazendo mais do que contar apenas uma história, mas levantando muitas reflexões.

Vale uma conferida!

Onde? Na Netflix, em apenas 10 episódios!

Nossa avaliação

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