17 abril 2017

5 MOTIVOS PARA ASSISTIR: OS 13 PORQUÊS (2017)


Hannah deixou seus 13 porquês, e nós encontramos os 5 motivos para te convencer a dar uma chance a uma das séries mais comentadas do momento!

13 Reasons Why, no Brasil Os Treze Porquês, é um drama adolescente criado por Brian Yorkey para a Netflix (e claro, Selena Gomez na produção executiva), baseada no livro homônimo de Jay Asher. Traz a história de Clay Jensen (Dylan Minnette), um adolescente que recebe uma caixa com fitas cassetes gravadas por sua amiga Hannah Baker (Katherine Langford) contando os motivos que a levaram a cometer suicídio.

Vamos à lista:

1. Suicídio...


Desde já saiba, o assunto é suicídio. Pesado? Sem dúvidas! Mas necessário. A depressão e a ideia de morte está presente entre a população e falar do tema entre os adolescentes é algo rodeado de tabus e certamente não é tratado com uma abordagem correta, seja qual for o país.

E isso é escancarado na série. Vemos o colégio e até mesmo alguns pais preocupados em falar a respeito. Só que só depois de terem que lidar com o fato consumado. Onde estavam os cartazes sobre o tema antes do ocorrido?

Assim, vemos aqui uma importante função social da série: tocar no assunto. E a reflexão a respeito pode ser útil tanto para quem precisa da ajuda, quando a quem nunca notou que pode ser um porquê na vida de alguém. E não à toa, a repercussão nas redes sociais (#naosejaumporque) mostraram que a série conseguiu sim cumprir essa função (sendo intencional ou não).

2. ...E outros temas polêmicos

Claro que falar de adolescentes e depressão seria praticamente impossível deixar a violência de lado. Estão lá: o bullying, drogas, abuso sexual, homofobia. Parece notável a preocupação em incluir todos os elementos que permeiam a vida dos jovens e trazem riscos. 

E foi tudo muito bem feito. Tudo parece natural e é retratado com a devida seriedade e riqueza de detalhes, o que torna a série madura e com os dois pés dentro da realidade. 

3. O roteiro

Um ponto crucial. O roteiro é muito bem pensado, de modo a te entregar um pouco a cada episódio, fazendo com que o mistério esteja sempre presente, mas sem deixar que se torne desinteressante.

Vemos mais de uma linha temporal, e tudo é muito bem trabalhado conforme vemos a narração dos fatos do passado justificarem a ação no presente. E o mais legal é que você sempre se pergunta se de fato aquilo aconteceu daquela forma, uma vez que tudo se trata do ponto de vista de Hannah.

4. Os aspectos técnicos

Com uma produção que conta com grandes e premiados nomes, não podia se esperar nada menos que uma excelente direção.

E a edição é bem feita, de modo que as transições entre passado e presente são impecáveis e estão apoiadas nos diálogos e em alguns sinais como um machucado que só existe no presente ou no visual de um personagem abalado após a morte da garota, bem como na fotografia, conseguindo nos situar bem temporalmente.

Montagem feita pelo site Buzzfeed.
E alguns momentos em que vemos a trama sendo recriada conforme se ouve a narração dos fatos deixada por Hannah, temos a transição para a realidade a partir do ponto de vista de Clay, presente no local onde os fatos ocorreram. Isso contribui para diferenciar entre as atmosferas presente/passado e para causar o impacto quanto à morte da garota, tanto no personagem, quanto no espectador.

5. A trilha sonora

Aspecto de grande acerto da série, é recheada de clássicos e estilos como indie, rock, eletrônico e pop.

Em muitos momentos cria uma atmosfera mais antiga, o que certamente contribui para aumentar a identificação do público adulto com sua adolescência.


Para concluir, uma grande produção, que mira em assuntos relevantes e acerta em cheio como entretenimento ao criar uma trama cheia de mistério. Vale a pena uma conferida.

Disponível na Netflix, em 13 episódios.


Nossa avaliação

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