Vamos falar de novela? A última novidade do horário das seis na tela da rede Globo estreiou no dia 22 de março de 2017, com autoria de Thereza Falcão e Alessando Marson, e direção de Vinicius Coimbra.
A trama começa em 1817 e conta a história de amor entre a professora Anna (Isabelle Drummond) e Joaquim (Chay Suede). Ela, professora de português da princesa Leopoldina (Leticia Colin), ele um jovem português que acaba, em meio a muita confusão, embarcando junto da comitiva real rumo ao Brasil, onde o romance entre os dois tem início.
E em meio a aventuras, encontros e desencontros, tudo se desenrola tendo como pano de fundo a História do Brasil no início de século XIX. Mas o que faz da novela interessante? Vamos te contar!
1. A aventura
Completando três semanas de exibição, a novela mostrou que sabe explorar bem a ação tratando da aventura que permeou tanto a viagem pelo oceano Atlântico, como nos perigos e conflitos do Novo Mundo.
Se tratando de uma produção do horário das seis, onde o drama e tramas por vezes mornas e lentas sempre aparecem, a nova novela veio com um fôlego completamente novo, sendo ágil, cheia de ação e superando todas as expectativas.
2. O pano de fundo histórico
Como já citado antes, a trama principal se desenrola ao meio à história de nosso país no início do século XIX e deve retratar os bastidores e eventos que levaram à Independência do Brasil.
E se isso já não é motivo suficiente, vale ressaltar que figuras histórias interessantíssimas estão envolvidas e retratadas. Como exemplo, próprio D. Pedro I (Caio Castro) e seu comportamento questionável, mostrado como o homem mulherengo que era, mas também como um herói disposto a lutar pelo Brasil.
3. Temas abordados
Interessante notar que temas ainda discutidos na sociedade atual tem grande força e, talvez, enraização na ambientação de dois séculos atrás.
A questão do preconceito racial (e não apenas por se tratar de uma época em que ainda havia escravidão): Diara (Sheron Menezzes) se casa com Wolfgang (Jonas Block), um nobre austríaco, e enfrenta toda a problemática de ser aceita pela sociedade da época. E o povo indígena, visto como selvagens, também enfrentam os maus olhos dos brancos europeus.
No que diz respeito às mulheres, temos a própria princesa Leopoldina, submissa a um marido infiel e controlador, lutando para manter sua dignidade e força.
E a violência doméstica também surge no contexto no qual a mulher é propriedade do marido na figura de Domitila (Agatha Moreira), futura Marquesa de Santos, historicamente conhecida como amante de D. Pedro I, e que sofre agressão em seu casamento ameaçada de perder a guarda dos filhos.
4. Produção impecável
Toda a ambientação para o período histórico está primorosa. Chamam a atenção o figurino, a cenografia, bem como a preparação notável dos atores, desde a preocupação com o sotaque à etiqueta.
E a trilha sonora é um destaque à parte, transmitindo todo o tom heroico que é dado ao roteiro com um instrumental digno de um filme hollywoodiano.
E como é delicioso ver uma abertura tão legal como essa que cumpre sua função de nos apresentar o que que encontraremos na novela:
5. E ainda assim, é novela!
Pegando todos os pontos anteriores, que nem sempre estão presentes ou são dignos de tanto destaque no gênero, somamos elementos que são praticamente obrigatórios em uma novela: uma história de amor que funciona e bons vilões, alívios cômicos e tramas secundárias interessantes.
O romance de Anna e Joaquim funcionou e a vilania do capitão Thomas (Gabriel Braga Nunes) parece promissora, bem como Elvira (Ingrid Guimarães), pedra no sapato de Joaquim que deve atrapalhar bastante o casal de protagonistas.
O alívio cômico parece estar indo bem também. O maior destaque está na própria Elvira, atriz fracassada com uma autoestima que explode de tão alta, rendendo boas cenas entre sua desgraça sem perder sua pose.
E as tramas secundárias ficam a cargo das já citadas figuras históricas e os temas abordados.






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